A realizaçao deste informe, incluindo a escolha dos Programas de Residencia
a serem visitados e o aviso das datas das visitas contou com o apoio
e a atuaçao direta da Secretaria Executiva da Comissao Nacional de Residéncia
Médica, do Ministério da Educaçáo e Cultura, e a coordenaçáo do Grupo
Assessor Principal do Programa de Desenvolvimento de Recursos Humanos
para Saúde no Brasil (Acordo MS/MEC/MPAS/OPAS).
Os onze programas escolhidos para visita podem ser reduzidos a dez, já
que o da Unidade Sanitária Murialdo e o do Hospital das Clínicas de Porto
Alegre apenas se distinguem por manterem concursos de seleçáo independentes.
O programa seguido pelos candidatos aprovados é mesmo: o da
Unidade Sanitária Murialdo.
As visitas duraram em média 1 dia e meio. Constaram de:
* Entrevistas com coordenadores e/ou supervisores dos Programas de Residéncia.
* Visita a alguns serviços onde os médicos residentes executam suas atividades
de treinamento em serviço.
* Entrevista com algumas autoridades nos setores de educaçáo e saúde (diretores
de Centros de Ciéncias de Saúde, Centro ou Faculdades de Medicina, diretores de
Hospitais de Clínicas, Superintendentes Regionais do Instituto Nacional de Assisténcia
Médica e Previdéncia Social) (INAMPS), etc.
* Entrevista com alguns egressos dos Programas de Residéncia em Medicina
Geral Comunitária.
* Visita a algumas áreas rurais ou urbanas assistidas pelos Programas.
* Entrevistas com médicos residentes.
As entrevistas com os coordenadores e/ou supervisores dos programas
de Residéncia e outros profissionais participantes foram baseadas em
questionário originalmente elaborado pelo Dr. José Quinones, consultor
da OPAS, posteriormente adaptado pelo autor deste informe para sua aplicaçáo no Brasil e acrescido de 10 perguntas referentes aos conteúdos e
aspectos básicos da programaçáo das residnricias. O questionário, originalmente
composto de 28 perguntas, com este acréscimo e algumas subtraçoes
consistiu, finalmente, em 35 perguntas (Anexo 1).
As respostas a cada ítem do questionário, obtidas durante as entrevistas,
iam sendo escritas por mim e imediatamente submetidas a apreciaçáo dos
entrevistados. Apenas pequenas alteraçoes de redaaáo foram feitas posteriormente.
O questionário dividiu-se em 4 partes: a primeira referente a aspectos
conceituais; a segunda á prática da Medicina Familiar no país; a terceira á
formacáo do pessoal médico em Medicina Geral Comunitária (nome oficialmente
adotado pela Comissao Nacional de Residéncia Médica (CNRM) o
qual deve ser considerado, neste informe, como sinónimo de Medicina
Familiar); e a quarta referente á programaçáo de cada residencia.
Os capítulos que se seguem obedeceráo a esta mesma orientaçáo e ordem.
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